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17 março 2013

Meu adeus frio e definitivo.



O que a gente viveu vai ficar pra sempre em mim. Só Deus sabe o quanto foi triste te dar meu adeus. Eu não quis mas as circunstâncias nos levaram a isso. Ninguém nunca vai compreender o que eu sinto, apesar de insistirem em dar suas opiniões totalmente invalidas. Me julgam sem saber o que eu passei, sem saber o quanto doeu. Nem você sabe, nem nunca vai saber. Só eu sei, só eu. Só eu carreguei o peso de tantas madrugadas doídas, eu paguei a conta por te amar demais, por amar errado, ou certo de um jeito impróprio, em um tempo inoportuno. Me desculpa se eu te causei transtornos, problemas... Desculpa mesmo, não foi minha intenção. Me desculpa também por eu ser tão grossa e superficial, é que se eu me aproximo eu me machuco, entenda. Eu tive que construir um muro entre nós, mas repare bem, foi até melhor. Hoje a gente vive seguindo cursos diferentes, eu sei que pra você tanto faz, mas pra mim não foi fácil, não é fácil. Eu só quero que sejamos felizes. Hoje, a partir daqui eu sigo sozinha. Decidi nessa madrugada fria que não te quero mais na minha vida, de nenhuma forma e definitivamente. Não quero porque no fim das contas tudo acaba mal e eu sou a única que sai perdendo. Esse é o último texto, o texto mais feio, sem requintes nem esforços. Acabou. Tchau. Até nunca mais.

Carolina Santana

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16 março 2013

Madrugadas que nos definem.


Já é madrugada. Eu amo as madrugadas, apesar de serem solitárias e tristes. As madrugadas são poéticas para mim. Meus melhores textos fiz no seu decorrer. A madrugada é fria, sozinha, silenciosa, descabelada, despretensiosa... Se a madrugada falasse ela ecoaria verdades, porque geralmente as pessoas fingem muito. Fingem ser fortes, simpáticas,  imperfuráveis, mas é nessa hora da noite que elas são o que realmente são. Nossa essência grita na madrugada. É nela que aparecem nossos medos, nossas angústias, nossas fraquezas, verdadeiras alegrias, nossa realidade. Na madrugada não tem maquiagem, base, corretivo, pó, tudo é cru. A menina que vive de chapinha, põe aquela touca horrorosa, a rainha do salto fica descalça, quem veste roupa de marca coloca um blusão velho. Aquela pessoa que distribui sorrisos 24 horas por dia, chora. A madrugada carrega pesos, fardos inimagináveis. Se eu pudesse ter uma maneira de conhecer as pessoas realmente, eu escolheria ver uma madrugada em claro dela. Madrugadas em claro nos definem, nos decifra. A gente não precisa se preocupar com o que está a nossa volta. Na madrugada é só você e você mesmo. Você e a sua verdade.

Carolina Santana, 11/nov/2012
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13 março 2013

"Odeio quando são orgulhosas e quando deixam com que as coisas fiquem subentendidas  Odeio quando faltam com a sinceridade e quando agem com infantilidade. Hoje eu acordei amando as pessoas, mas odiando o que elas fazem."

- Carolina Santana, 13/03/2013 02:18 am
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10 março 2013

Apenas.


"Um dia tudo isso vai ter um fim, e eu vou poder te ver, enfim, com mais um. Como um qualquer."

- Carolina Santana 10/mar/2013 09:54 am
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07 fevereiro 2013

Se curta, se ame, seja feliz! (:


Amanhã começa esse feriado, ainda bem. Pra muitos agitação, pegação, curtição, eu só quero descanso. Meu livro, meu mar, minha companhia, sombra e água fresca. 
Eu tava bem preocupada com certas coisas mas recebi um ótimo conselho: Seja feliz. Viva suas coisas, cuide da sua vida, se preocupe com você mesma e se ame um bocado, me disseram que quando a gente faz essas coisas conseguimos ser realmente felizes, e acho também que só assim que essa vida vale realmente a pena. Por isso resolvi me desprender de pouca coisa, me preocupar em ser eu mesma, em ser leve, em viver a minha vida à minha maneira e o resto? Que vá como quiser! Quando paramos de prestar atenção nas coisas que não nos acrescenta conseguimos viver bem, ter boas lembranças, bons momentos, enfim, conseguimos ter coisas boas pra contar.

Bom feriado e até quarta! (:

Carolina Santana
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06 fevereiro 2013

Canto sabendo que vou sobreviver: dor e esperança.



"Porque na vida as coisas são assim? Pergunto-me inconstantemente. Quando você se acostuma com as coisas elas se acabam, se vão, somem, desabam, desfalecem... Todo canto que eu ando, nos textos que eu leio, nos filmes e novelas que assisto, é sempre a mesma história, a sina parece não mudar... Até eu já vivi isso, já carrego esse pesar como uma das desilusões da minha vida. O que nos faz bem deveria ficar pra sempre, devia ser indestrutível, inabalável!  Lembro como se fosse ontem como aquele sorriso, aquele olhar, aqueles gestos de carinho me faziam bem, como eu era plena ainda que houvesse dúvidas, eu tinha uma certeza que aquilo estaria ali pra mim e pra sempre, mas a vida me mostrou da pior forma possível que não. Tudo aquilo que um dia juguei meu estava escapando pelas frechas dos meus dedos. E como se não bastasse as coisas só pioraram, pra mim é claro. Perdi meu amor, minha alegria, minha paz, meus planos, meus sonhos, enfim, perdi aquilo tudo que pra mim era tão importante. Só eu sei o peso que isso tem sobre mim, só eu sei a dor que é carregar aquele sorriso falso que eu esbanjo todo dia, só eu sei o quão difícil é tentar enxergar esperança no meio da cinza que exala em tudo, no meio dessa ruína que se transformou toda a história construída em sonhos, iludida por pessoas que enxergaram amor onde tinha algo que até hoje eu não sei definir. Escrevendo isso eu penso em um ano atrás. Como as coisas mudaram, como eu mudei. Amadureci muito! Mas pra isso acontecer chorei lágrimas que encheriam uma piscina, meu coração doeu tanto que eu nem sei mensurar, tive que passar noites em claro, dias sem motivação, sem sentido, sem razão. Tive que me acostumar a uma realidade diferente da qual eu planejei. Fora tudo isso, ainda houve os problemas sobressalentes: as brigas idiotas, as aulas perdidas e consequentemente as notas péssimas, as amizades que me deixaram de lado, enfim, um caos. Nesse emaranhado de dor, problemas, situações conflituosas, descaso, amargura, sobrou uma esperança, única, inapagável e fundamental. É a força que me faz avançar, que me faz crer que tempos ruins existem sim, mas logo vem bonança, logo vem o escape, o alívio, logo o dia chega e vou me tocar que o choro durou só uma noite. Deus... Meu amigo, o único! Apesar desse texto ter relatado tantos sentimentos ruins, tanto pesar, ele também carregará a minha gratidão por existires, Pai, por fazer as coisas do teu jeito, assim meio incompreensível a minha mente tão limitada, mas que depois entenderei. Eu não sei por que na vida as coisas são assim, mas tu sabes, em ti eu confio mesmo tendo uma estrada tão sofrida, mesmo com o peito doído, mesmo tendo caminhado o que pude e vendo que pra mim não existe caminho viável sei que mais do que nunca essa é a hora de me levares no colo, chegou a hora de eu ser pássaro, de voar, de viver, de cantar na certeza que vou sobreviver. Chegou a hora, mais do que nunca, de confiar mesmo sem entender. "

Carolina Santana, 29 de setembro de 2012 04:29 am
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01 fevereiro 2013

Cultivando amor, amando.



"Lembra da semente que a gente plantou? Escolhemos na sorte, não marcamos dia nem horário para plantar. Mas de repente, assim ao acaso, resolvemos cultivar algo juntos. Regamos, colocamos ao sol, depois na sombra. Todo dia cuidávamos... Quando nossa plantinha cresceu trocamos o vaso, vimos que as raízes estavam fortes, era o tempo de plantá-la no solo. Você lembra o dia em que a plantinha deu flor? Choramos, amamos. Cultivamos esperança, colhemos amor. Às vezes quando a plantinha precisava de sol o tempo fechou, em outros momentos ela precisou de águas e cuidados mas a torneira secou, foram tempos difíceis, mas a nossa planta suportou. Hoje eu peguei um vaso bonito que ganhei de uma amiga querida, podei as flores que consegui colher, fiz um buquê. Apesar da gente não se ver mais pensei em te entregar, pensei em deixar na porta da tua casa e me esconder pra ver tua reação. Só fiquei no pensamento e na vontade. Depois que coloquei as flores no vaso fiquei quieta, apenas pensando em todo esse tempo que cuidamos juntos daquela planta, de como nos divertimos, choramos, sorrimos, fomos felizes enquanto a tratávamos, enquanto víamos seu crescimento. Atualmente a planta anda um pouco sem vida, tenho cuidado dela sozinha. Diríamos que ela sente sua falta, com tantas mudanças acontecendo na minha vida ando sem tempo para cuidá-la. Vendo o vaso com as flores quase murchas, algo me questiono se um dia voltaremos a cuidar juntos da nossa planta. Minha esperança diz que sim, mas a razão grita que não. Ao fim só tenho certeza de uma coisa: seja como for nossa planta fez história, criou raiz em nossos corações. As flores e as plantas murcham, mas a raiz, ainda que seca, permanece no solo. E assim será."

- Carolina Santana, 02/fev/2013

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29 janeiro 2013

Cantou e me encantou.


Era um fim de tarde quente, mas vinha uma brisa harmoniosa, que combinava perfeitamente com o clima que se instaurara naquele lugar. Ele pegou o violão e começou a tocar alguns acordes aleatórios, eu só sabia admirar. Até que em meio aos sons emitidos ali, surgiu uma canção, e ao perceber isso eu sorri aparentemente sem motivo, mas o que eu pude ver naquele momento foi sublime! Eu pude encontrar beleza em coisas tão simples. Um violão, uma tarde agradável, a presença dele, coisas que pra muitos são pequenas foi o suficiente pra enxergar e sentir uma das coisas mais lindas que eu vivera. Eu juro que eu não precisava de mais nada, tinha tudo o que eu pedira a Deus, foi um dos momentos mais encantadores da minha vida. A felicidade era palpável naquele lugar. Eu peguei meu caderninho vermelho e fiz uma poesia, e naquela tarde laranjada o nosso amor virou artista, escrevemos uma música! Incrivelmente os acordes combinaram com cada verso, aí estava a confirmação que eu esperava, sim, somos um do outro! A nossa equação deu certo! Saí dali diferente e com essa experiência única flamejando em mim, fazendo tudo ter cor. Esse amor coloriu meu peito cinzento de amargas lembranças, trouxe de volta a esperança de início. Cantou e me encantou. Aquelas mãos não tocaram apenas um violão, elas me vasculharam por dentro, tocaram meu coração.

- Carolina Santana 30/jan/2013

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26 janeiro 2013

A vida é assim mesmo: seu adeus e coisas da vida


Hoje eu te escrevo tão mais madura do que naquele dia que nos conhecemos, diria até que quem fala aqui é uma versão 2.0 de mim. Tanta coisa aconteceu... Fomo felizes, tristes, amigos, inimigos, essenciais na vida um do outro, qualquer coisa insignificante, enfim, fomos muito e pouco, uma montanha russa de estados emotivos.

Em cada um deles, com um sorriso estampado no rosto ou não, eu te amei. Cada milésimo de segundo eu desejei que você fosse feliz, que deixasse de besteira, de orgulho disfarçado entre brincadeiras, e viesse ser feliz do meu lado. Quantas vezes desejei isso em meio a uma esperança afogada, meio soterrada, esquecida, mas, ainda assim, latente aqui no meu peito.

Hoje, quando me vejo tão realizada em certas áreas da minha vida, olho pro lado e você não está, lembro que se fosse há um tempo comemoraríamos os "tantos tudos" que eu conquistei, mas você se quer da importância. Eu posso chegar com uma melancia enfiada na cabeça e você nem vai notar.

Eu lembro de cada promessa, cada frase que você me disse, cada carinho que você me deu, cada gesto que você fez e noto como fui ingênua em acreditar que tudo aquilo seria verdade, como eu fui ingênua em pensar que aquilo tudo teria validade até o meu último suspiro de vida. Eu nem cheguei a maioridade e você logo brincou de me deixar, mas me disseram que a vida é assim mesmo.

Vejo meus amigos sofrendo e expondo suas dores no Facebook e sabe o que eu faço? Sorrio e dou um suspiro longo, falo a eles o que me disseram quando vi o meu mundo cair: Isso é coisa da vida. Das tantas coisas que aprendi com a sua presença e ausência essa foi a que ficou mais gravada em mim, foi a que causou insônia, incomodou, custou para que eu aprendesse, mas enfim acho que consegui.

 Percebi que te ter perto, te ter longe, ler as tuas bobagens, sorrir com as nossas lembranças,  olhar aquela foto e sofrer - por saber que nunca mais repetiremos aquelas loucuras tão nossas e tão presentes em mim - te olhar de canto, de perfil, fingir sua inexistência, enfim, percebi que tudo isso é assim mesmo, são coisas da vida. Doeu, mas eu aprendi. Sangrou, machuca até hoje mas me conformei.
As coisas de fato são assim.

Carolina Santana, 27 de janeiro de 2013



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02 janeiro 2013

☁ Depois de um céu nublado

2013. Ano novo, e como de costume pra mim: blog novo! Eu acho que já tive em torno de cinco, seis blogs de 2007 até aqui. Foram seis anos, muitas ideias, muitos fracassos mas, ainda assim, muita vontade de ter um espaço bem assistido pra expor minhas crises pensantes, minhas desilusões, alegrias, mancadas...
2012 foi pra mim o meu céu nublado e já que 2013 chegou com cheiro de coisa nova resolvi criar esse blog. Espero que quem ler sinta-se a vontade para criticar, opinar, elogiar, me xingar, rsrs, enfim, sinta-se a vontade para expor o que sentir em relação a isso.
No mais, sejam muito bem vindos!


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